Ouro do Madeira está faturando 100 milhões de reais por mês




São cerca de 50 dragas e balsas. Saíram de Porto Velho e se concentraram a 450 quilômetros, mais ou menos, entre as regiões de Manicoré e Nova Aripuanã, já no Amazonas. Espalhados em pontos especiais do rio Madeira, muito longe de onde estavam, perto do centro de Porto Velho, dezenas e dezenas de garimpeiros arriscam suas vidas todos os dias, para retirar ouro do leito do rio. Os resultados? Cerca de 25 milhões de reais faturados por semana. Por mês, acima de 100 milhões de reais. Com o quilo do ouro na faixa de 125 mil reais, há compradores que pagam até além do valor de mercado. Uns, porque o ouro do Madeira é de excelente qualidade e tem mercado em qualquer país. Outros, embora não haja ainda como provar, é de gente lavando dinheiro. O comércio do ouro e de outros metais preciosos é de dificílimo controle e, na maioria dos casos, nem o Estado e nem a União recebem o 1 por cento a que têm direito, pelo ouro encontrado. Quase sempre as transações são feitas informalmente e não há como controlar a produção. A fiscalização é pífia e o dinheiro que rola aos milhões, raramente é contabilizado. É um mundo diferente, duríssimo, com lutas diárias contra a natureza e riscos constantes de doenças, onde a morte ronda a cada momento. Não é fácil se tornar rico com o ouro do Madeira e são poucos os que conseguem chegar lá.

Nessa terra de tanta riqueza (ouro, diamantes, cassiterita e o inacreditável nióbio, que merece um capítulo à parte, por sua raridade e seu alto custo no mercado mundial), o Estado e o país acabam ficando com quase nada, quando ela é extraída. No caso do ouro, não há fiscalização. No dos diamantes, o contrabando é notório. Rondônia só perde. Nada recebe. E o nióbio, que na Austrália, por exemplo, onde é raro, em que apenas com suas vendas, o país mantém toda a sua estrutura de educação? Rondônia tem nióbio, mas ele é levado para o exterior, saindo daqui a preços ridículos e vendido na Inglaterra de forma que torna milionários os que conseguem levá-lo para a Europa. Estamos perdendo todas as nossas riquezas, por desleixo, desrespeito, falta de fiscalização, corrupção, lavagem de dinheiro, O rondoniense, que poderia usufruir de tantas maravilhas que a natureza nos deu, recebe apenas uma banana, na maioria dos casos. Lamentável!



fonte jornal rondopnia vip


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