IBAMA fecha madeireiras em Juara e Paranorte, que poderão demitir mais de 200 funcionários



Uma operação de fiscalização do IBAMA, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, ocorrida em Juara a aproximadamente 20 dias, paralisou atividades em duas das principais madeireiras da região e outras em Paranorte.

Segundo informações obtidas pelo Show de Notícias, os fiscais do IBAMA, com apoio da Polícia Militar, visitaram as madeireiras em Juara, aplicaram multas em uma de cerca de R$ 170.000,00 (cento e setenta mil reais), em outra o valor ultrapassou a R$ 700.000,00 (setecentos mil reais), aproximando-se de um total de R$ 900 mil só em Juara.

Além de aplicar as multas e dar prazo para regularização das irregularidades encontradas, os ficais determinaram a paralização das atividades, até a apresentação da documentação exigida, constando que todos os problemas foram corrigidos, o que só poderá ser feito no escritório regional do IBAMA na cidade de Juína.

Os empresários admitem que alguns problemas existem e que já foram sanados, mas reclamam da obrigatoriedade de paralisar as atividades, pois estão com cerca de 150 funcionários parados só em Juara, somando-se os de Paranorte, deverá ultrapassar fácil a casa dos 200 trabalhadores, que poderão receber aviso prévio, caso as indústrias não consigam a liberação para voltar a funcionar dentro de 10 dias.

De acordo com informações que o Show de Notícias teve acesso, caso essas madeireiras paralisem por muito tempo as atividades e demitam os 150 funcionários, o problema vai afetar todos o setor e poderão acontecer mais na cidade, atingindo outros setores da cadeia produtiva, que dependem da matéria prima das madeireiras, como marcenarias, fabricas de carrocerias, entre outros.

O prejuízo para o comércio e para toda a cidade seria imenso, caso isso venha acontecer, pois somente com as 150 demissões que podem acontecer nos próximos dias, atingiriam diretamente cerca de 500 famílias, só de Juara.

Outro problema criado com a paralização das industrias madeireiras, em especial as laminadoras, é que a matéria prima para a indústria moveleira da cidade, está vindo de outros estados do sul do Brasil, como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, encarecendo ainda mais o produto final.

A expectativa agora, é que haja um pouco de sensibilidade das autoridades ambientais, em liberar logo o retorno ás atividades, para que a economia da cidade não sofra ainda mais.

Com relação às multas aplicadas, já seria outro problema, já que elas poderão ser discutidas, contestadas, parceladas ou prorrogadas.




fonte show de noticias
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