Empresa de Maggi não sabe nada sobre avião com meia tonelada de cocaína






A Amaggi, empresa do senador licenciado e ministro da Agricultura, Blairo Maggi, emitiu nota à imprensa e afirmou que não sabe de quem é o avião que, segundo a FAB, partiu da Fazenda Itamarai, em Campo Novo do Parecis, e foi interceptado com 500 quilos de cocaína, em Goías.
Segundo a empresa, a aeronave não tem nenhuma relação com a empresa. A Amaggi argumenta que pistas de região são frequentemente utilizadas ilegalmente por aviões não-identificados, muitos deles relacionados ao tráfico de drogas.
A empresa do ministro também afirmou que se colocou à disposição da Polícia para ajudar nas investigações.
Confira a íntegra da nota:
Cuiabá, 26 de junho de 2017
A respeito das informações divulgadas pela Força Aérea Brasileira (FAB) no último domingo (25) dando conta da interceptação de uma aeronave carregada de entorpecentes que teria decolado de uma pista localizada na fazenda Itamarati, arrendada pela AMAGGI, a companhia vem a público informar que
a) Tomou conhecimento do caso por meio da imprensa e aguarda o desenrolar das investigações sobre a propriedade da aeronave e as circunstâncias exatas em que ela - conforme afirma a FAB - teria pousado na Fazenda Itamarati e decolado a partir de uma de suas pistas;
b) A empresa não tem qualquer ligação com a aeronave descrita pela FAB e não emitiu autorização para pouso/decolagem da mesma em qualquer uma de suas pistas;
c) Localizada em Campo Novo do Parecis, a parte arrendada pela AMAGGI na Fazenda Itamarati conta com 11 pistas autorizada para pouso eventual (apropriadas para a operação de aviões agrícolas, o que não demanda vigilância permanente) localizadas em pontos esparsos de 54,3 mil hectares de extensão;
d) A região de Campo Novo do Parecis tem sido vulnerável à ação de grupos do tráfico internacional de drogas, dada a sua proximidade com a fronteira do Estado de Mato Grosso com a Bolívia;
e) Tal vulnerabilidade acomete também as fazendas localizadas na região. Em abril deste ano a AMAGGI chegou a prestar apoio a uma operação da Polícia Federal (PF), quando a mesma foi informada de que uma aeronave clandestina pousaria com cerca de 400 kg de entorpecentes (conforme noticiado à época) em uma das pistas auxiliares da fazenda. Na ocasião, a PF realizou ação de interceptação com total apoio da AMAGGI, a qual resultou bem-sucedida.
A AMAGGI se coloca à disposição das autoridades para prestar todo apoio possível às investigações do caso.

FONTE ISSO E NOTICIA

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