Soja: Mercado tem manhã técnica em Chicago, opera estável e testando patamares gráficos nesta 4ª






A manhã desta quarta-feira (24) parece tranquila para o mercado internacional da soja. Por volta das 7h40 (horário de Brasília), os principais contratos subiam entre 0,25 e 0,50 ponto, com exceção do novembro/17, que perdia 0,25 ponto para ser cotado a US$ 9,48 por bushel.

Após dias bastante agitados na última semana, os traders parecem estar de volta à defensiva, esperando por novidades que possam direcionar melhor as cotações. Seus fundamentos, afinal, já são conhecidos.

"O mercado de grãos está mais 'quieto' hoje ao passo que estabelece e testa seus patamares de suporte e resistência", explica o analista da Allendale, Paul Georgy. Para a oleaginosa, segundo o executivo, o contrato julho encontra espaço para operar entre US$ 9,42 e US$ 9,80.

A oferta é 'confortável', a demanda segue muito aquecida e, de acordo com os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), a nova safra americana se desenha bem por enquanto, com mais de 50% da área já semeada.

As condições de clima nos EUA continuam sendo acompanhadas muito de perto, e esse movimento deverá ser ainda mais intenso nos próximos meses. E o início de junho, segundo as últimas previsões apuradas pela AgResource Brasil, deverá ser de chuvas mais espaçadas e modestas.

Apesar disso, nestes últimos dias, o Corn Belt ainda tem recebido volumes expressivos de precipitações que, em alguns pontos de importantes regiões produtoras, poderá exigir a necessidade de replantio do milho.

Paralelamente, as questões políticas e financeiras - tanto no Brasil, como nos EUA - também se mantêm no radar dos traders, inclusive seu impacto exercido sobre o andamento do dólar e a relação a moeda americana com a brasileira. É essa relação de câmbio que vem direcionando a competitividade entre as sojas americana e brasileira.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Soja amplia perdas e fecha no vermelho nesta 3ª feira na Bolsa de Chicago; preços cedem no Brasil

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago ampliaram suas baixas na sessão desta terça-feira (23) para encerrarem o dia recuando entre 7,75 e 8,25 pontos. Dessa forma, os vencimentos julho/17 - que ainda é o mais negociado na CBOT - e novembro/17 - referência para a safra americana - perderam o patamar dos US$ 9,50 e fecharam o pregão com US$ 9,48 por bushel.

"Temos um conjunto intenso de variáveis que está fazendo o mercado o mercado se mexer tanto lá fora, quanto aqui dentro", diz o consultor de mercado da França Jr. Consultoria, Flávio França Junior. "E o saldo nesta terça-feira foi negativo, com o dólar caindo, negativo no Brasil também", completa.

França explica ainda que os fundamentos para a commodity na CBOT seguem baixistas, considerando a boa oferta global, além da perspectiva - até esse momento - de uma boa safra americana na nova temporada e frente ao expressivo aumento de área em relação ao ano passado.

Além disso, a pressão vem ainda do quadro político norte-americano - além do brasileiro - que, ao trazer incerteza, eleva o sentimento de aversão ao risco, fazendo os investidores se voltarem para o dólar, deixando parte de suas posições entre as commodities, incluindo a soja.

"A única salvação da soja é que milho e trigo estão com um viés mais positivo", acredita o consultor, o que impede a soja de ter uma queda maior. A tendência, segundo França, portanto, ainda é negativa para as cotações, mesmo em um momento em que o clima inspira atenção no Corn Belt e que continua pesando sobre o andamento das cotações.

"As projeções climáticas atualizadas para os Estados Unidos na tarde de hoje trouxeram uma melhora nos mapas climáticos para além de sexta-feira, principalmente ao oeste do Cinturão Agrícola. O começo de junho se mostra com chuvas mais modestas e periódicas. Entrentanto uma nova rodada de ventos frios é prevista para o começo da próxima semana através da região Central dos Estados Unidos. Algumas partes da safra de milho no Centro Oeste americano já se mostra com um tom amarelado devido aos excessos de umidade e dias nublados das últimas semanas. Dias ensolarados e temperaturas altas são necessárias para aumentar o vigor da safra dos Estados Unidos", explica a AgResourece Brasil.

Mercado Brasileiro

No Brasil, a combinação dos recuos em Chicago e mais uma queda do dólar - de 0,31% frente ao real, levando a moeda a R$ 3,2662 - pesou diretamente sobre as cotações no Brasil. "(Mas) a tendência do dólar segue indefinida, podendo voltar a subir fortemente se a crise envolvendo o presidente Michel Temer se estender por muito tempo", avaliou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik à agência de notícias Reuters.

Em Rio Grande, a soja disponível fechou a terça-feira recuando 1,41% para R$ 70,00 por saca e a da safra nova, 1,74% para R$ 73,50. Entre as principais praças de comercialização do interior do Brasil, as baixas ficaram entre 0,44% e 1,79%. Algumas exceções ficaram por conta de Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, onde o valor da soja foi a R$ 59,00 por saca e em Panambi, com alta de 0,81% para R$ 60,00.




fonte noticias agricolas

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