Semana começa com pecuaristas evitando negócios com o JBS e preços da arroba em queda






A semana começa com grandes incertezas do mercado do boi gordo. O envolvimento da JBS em escândalos de corrupção na última semana trouxe apreensão ao mercado, que abre nessa segunda-feira (22/05) com pressão de baixa dos preços da arroba bovina.

Os pecuaristas estão retraídos na expectativa de um melhor direcionamento do mercado nos próximos dias. Apenas quem precisa vender, no entanto, tenta redirecionar os contratos para frigoríficos de menor porte, temendo pela saúde financeira da JBS.

Do lado dos frigoríficos a maioria ainda segue fora das compras. Apenas aqueles que necessitam preencher escalas ofertam abaixo da referência.

Em São Paulo os negócios variam entre R$138,00/@ a R$139,00/@, já descontado o Funrural. Mas, tentativas de baixa são cada vez mais comuns.

Embora haja muita dúvida sobre o direcionamento do mercado do boi nos próximos dias, o analista da Scot Consultoria, Alex Santos Lopes, traças alguns cenários possíveis.

"Há risco de termos mais oferta sendo direcionada para as outras indústrias. Fator que poderá intensificar a pressão nos preços", diz Lopes. Ao mesmo tempo, a JBS poderia aumentar as ofertas de compra para garantir matéria prima.

De qualquer forma, um cenário mais claro para os preços do boi gordo deve aparecer ao longo da semana. A orientação do analista é para que os pecuaristas continuem "negociando os animais a medida que as contas fechem, e não retardem a entrega."

Custos

Outro fator importante a ser considerado nesse cenário conturbado que tomou conta do mercado nos últimos dias, é a alta do dólar. Conforme explica Lopes, “o dólar valorizado frente ao real aumenta a competitividade do milho e da soja brasileira no mercado internacional, com a possibilidade de elevar as exportações desses produtos e, consequentemente, os valores desses ingredientes na dieta fiquem mais caros".

"Considerando apenas o impacto na moeda norte-americana, em função dos acontecimentos da última semana, pode ser que a situação dos custos - que até agora esperávamos ser um ano mais tranquilo - podemos ver uma mudança nesse prognóstico", alerta.

Por Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
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