Juiz aceita denúncia e 5 viram réus por chacina que matou 9 trabalhadores rurais em MT





A Justiça Estadual aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público estadual contra os cinco acusados de participar da chacina que resultou na morte de nove trabalhadores rurais na gleba Taquaruçu do Norte, em Colniza, a 1.065 km de Cuiabá, no dia 19 de abril deste ano. Eles irão responder por homicídio triplamente qualificado (mediante pagamento, tortura e emboscada).
A decisão é assinada pelo juiz da Vara Única de Colniza, Ricardo Frazon Menegucci, e foi publicada na quarta-feira (17). O magistrado deu um prazo de 10 dias para os réus apresentarem suas respectivas defesas à Justiça. O G1 não localizou a defesa dos acusados.
Tornaram-se réus no processo o empresário do ramo madeireiro Valdelir João de Souza, de 41 anos, apontado como mandante do crime, o ex-sargento da Polícia Militar de Rondônia, Moisés Ferreira de Souza, Ronaldo Dalmoneck, Pedro Ramos Nogueira e Paulo Neves Nogueira - sendo esses dois últimos tio e sobrinho.
Ao receber a denúncia, o magistrado ainda decretou as prisões preventivas do empresário e do ex-sargento da PM, que estão foragidos. Pedro Ramos e Paulo Neves estão presos preventivamente. Já Ronaldo Dalmoneck, que também está com a prisão preventiva decretada desde um pedido feito pela Polícia Civil, ainda não foi encontrado.
De acordo com o juiz, a prisão dos réus se faz necessária para preservar a instrução processual e a ordem pública, diante da possibilidade de intimidação das vítimas, conforme indícios que constam no inquérito produzido pela Polícia Civil sobre o crime, como a tortura praticada contra as vítimas, que seriam uma “mensagem bem clara para quem contrariasse os desígnios do grupo”.
“Se em tese ceifaram nove vidas para supostamente garantir a exploração de uma atividade econômica, é possível concluir que também o fariam com vistas a sair incólumes da presente instrução processual", afirmou o magistrado.

Depoimentos

Segundo consta na denúncia feita pelo MP, os depoimentos de cinco testemunhas apontam que o empresário Valdelir, em conjunto com os demais réus, “praticava violência contra as pessoas que estavam na região a fim de garantir a exploração de uma atividade econômica”.

FONTE G1MT

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