Em Cuiabá, Blairo Maggi diz que somente agronegócio pode tirar o Brasil da crise econômica



O crescimento do agronegócio, principalmente com a conquista de novos mercados, é estratégico para que o Brasil saia da crise com mais rapidez. A tese foi apresentada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, senador Blairo Maggi (PP), durante o Seminário Agronegócios – A Força do Campo, nesta quinta-feira (25), no salão Ágora do Gran Odara Hotel, em Cuiabá.
 
Blairo Maggi confirmou que a meta do Ministério da Agricultura é elevar a participação brasileira no comércio mundial de produtos agrícolas, que hoje é de 6,9%, para 10%, em menos de quatro anos. “Embora seja uma meta bastante ambiciosa, temos que mudar alguns paradigmas para chegar nesse contexto”, ressaltou ele, que tem viajado a diversos países para da Europa e Oriente Médio.

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Ao lado do governador José Pedro Taques (PSDB), o ministro da Agricultura destacou que Mato Grosso é um case de sucesso, no agronegócio e elogiou a entrada do Santander no ramo de financiamento agrícola. “É importante um novo modelo financiamento. Banco novo que chega na praça, para expandir os seus negócios, para o que o Brasil tem de melhor, que é a agropecuária”, observou Maggi.
 
E, na expansão dos mercados, Mato Grosso tende a contribuir decisivamente, segundo Maggi. “Mato Grosso é um case, nesse negócio: há 40 anos produzia 30 mil toneladas de grãos e, hoje, quase 60 milhões por ano”, ponderou o titular do Ministério da Agricultura e Abastecimento.
 
Uma das estratégias citadas pelo representante do ministério é o investimento em áreas nas quais a participação brasileira é pequena no mercado mundial. Além disso, Maggi acredita que é preciso agregar valor aos produtos para que eles se tornem mais atrativos aos potenciais compradores.
 
“Nós temos um conceito para mostrar ao mundo, que é a sustentabilidade. O Brasil tem 61% do seu território preservado, sendo 11% do território nacional preservado nas propriedades rurais. Esse conceito de sustentabilidade precisa estar em nossos produtos”,  justificou ele.
 
Recentemente, Blairo Maggi esteve no Oriente Médio e o diálogo ficou bem encaminhado. Ele alertou que Brasil precisa superar o risco de ser ultrapassado em nível de participação no mercado. “Nós somos competitivos em apenas 42% do mercado internacional do agronegócio, que é composto de em torno de US$ 1 trilhão. Mas tem um outro universo de 58% em que não somos competitivos”, que defendeu ficar em situação de alerta para países como a China, que está ‘de olho’ nessa fatia de mercado onde a participação brasileira é pequena.
 
A competitividade dos produtos agrícolas nacionais é prejudicada pelas alíquotas tarifárias levantadas por países onde os custos de produção são inferiores aos do Brasil. Ele ressaltou, ainda, que o agronegócio representa, atualmente, 35% do PIB paranaense.
 
São e salvo
Os desdobramentos da crise política em Brasília, após a apresentação da gravação do presidente Michel Temer (PMDB) pelo empresário Joesley Batista, da JBS Friboi, provocou solavancos, mas ainda não derrubou a confiança do agronegócio brasileiro, atualmente o mais importante setor da economia do país.  Maggi citou que Mato Grosso é o maior produtor brasileiro de soja, com cerca mais de 30 por cento da produção nacional. 






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