FrigoSul abre portas e quebra tabus



O setor produtivo de Mato Grosso está mobilizado para não perder mercado após a Operação Carne Fraca, mesmo sem que nenhuma denúncia tenha envolvido o Estado. Ontem, o Sindicato Rural de Cuiabá promoveu uma ação em parceria com o FrigoSul, de Várzea Grande, na qual a unidade abriu as portas aos seus principais fornecedores e apresentou todas as etapas de produção do processamento da carne bovina. A mobilização batizada de ‘Nossa Carne é Forte’, prevê ainda outra atividade. No próximo domingo, dia 26, toda a população está sendo convidada e ter a carne bovina como o principal prato do almoço e postá-lo nas redes sociais (#nossacarneéforte; #domingoédiadecarne; #tododiaédiadecarne).

A Operação Carne Fraca, que desarticulou uma organização criminosa, no âmbito do Ministério da Agricultura, revelou um esquema envolvendo fiscais do Ministério na liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos. Grandes empresas do setor são alvos da ação. A PF cumpriu mandados nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás, além do Distrito Federal.

Como explica o presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Jorge Pires de Miranda, o FrigoSul, foi aberto para que produtores, indústria, varejo e imprensa tenham a exata noção de como se dá todo o processo de industrialização da carne, como forma de pôr por terra mitos e qualquer dúvida sobre a qualidade desta etapa da cadeia de produção. “A qualidade do que é produzido no pasto e nos confinamentos está atestado. Nossos animais têm qualidade, tanto é que temos certificações internacionais para exportar para os melhores e mais exigentes mercados. O que estamos fazendo aqui é mostrando que essa qualidade se mantém durante o processamento da carne, já no elo industrial”.

Foram convidados para a visitação, acompanhada pessoalmente pelo diretor do FrigoSul, Jorge Brandão, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel Seccional Mato Grosso), Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares e a imprensa. Empresários de grandes restaurantes de Cuiabá participaram da visitação.

Como explica Jorge Pires, a Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal, tem gerado prejuízos para o setor produtivo com a suspensão de abates em algumas plantas frigoríficas. “Nada melhor do quem compra esses produtos saber repassar para seus clientes o que viu aqui”.

Sobre o impacto da suspensão dos abates, Jorge Pires, que ainda é cedo para mensurar perdas e maiores desdobramentos, mas faz questão de lembrar que Mato Grosso, além de ter o maior rebanho do Estado, com pouco mais de 30 milhões de cabeças, é o que mais abate gado por ano no país. “Imagina o quanto a pecuária movimenta na economia de Mato Grosso e nas cidades que tem essa atividade como principal indutora local?”, questiona.

De acordo com dados divulgados na semana passada pelo IBGE, Mato Grosso foi o único estado entre os grandes, que encerrou 2016 com expansão no volume de animais abatidos. Na comparação entre o realizado no ano anterior (2015), houve crescimento de 2,7%, o que garantiu mais uma vez, a liderança nacional na produção de carnes justamente em um ano marcado pela recessão econômica. Em todo o país, 18 das 27 unidades da Federação apresentaram queda na comparação anual.

Durante todo o ano passado, Mato Grosso abateu 1.153,960 bovinos contra 1.123,793 contabilizados ao longo de 2015, volume que gerou o crescimento anual de 2,7%, ou, 30.169 cabeças a mais. Entre os animais enviados aos frigoríficos, a maioria foi de bois, que somaram 743.631 – menos que em 2015, quando foram 760.551 – e o segundo maior volume foi de vacas, que juntas somaram 295.141, um pouco mais do que as 252.628 enviadas durante todo o ano anterior.




FONTE DIARIO DE CUIABA
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