BR-163: No trecho dos atoleiros, circulam, por enquanto, só os caminhões vazios



Há dois dias não chove no trecho dos atoleiros da BR-163 - entre Cuiabá e Santarém - e o trânsito começa a fluir ainda de forma muito lenta na região. A normalização do tráfego só deve se dar mesmo na próxima segunda-feira (6), segundo informações da Polícia Rodoviária Federal passada aos caminhoneiros.
Apesar disso, o caos segue instalado e as fotos e vídeos que chegam ao Notícias Agrícolas enviadas pelos caminhoneiros que ainda estão no local - alguns há 20 dias - são de estradas que continuam intransitáveis, muita lama, além da falta de recursos para os veículos e para as pessoas que seguem presas no congestionamento.
Segundo o motorista Antônio Carlos Souza Gonçalves, que segue na região dos atoleiros, apenas os caminhões vazios e com destino ao Mato Grosso conseguem circular. "Os que estão indo para o porto de Miritituba não estão conseguindo seguir viagem", diz. "Sem manutenção, não tem condições de trabalhar nas estradas daqui", relata o caminhoneiro.
Ainda segundo informações de caminhoneiros que estão sendo compartilhadas em redes sociais, a fila de veículos de uma ponta à outra - dos carregados aos cheios - já chega a 90 quilômetros. O trânsito no local, nas próximas semanas, deverá ser interrompido para que algumas obras comecem a ser realizadas.



Segundo o governo do estado do Pará, já há oito municípios em situação de emergência: Trairão; Itaituba; Xinguara; Bragança; Rio Maria; Bannach; Conceição do Araguaia e Santa Maria das Barreiras, reflexo do maior volume de chuvas dos últimos dez anos, conforme noticiou o G1 PA.
O trecho
O trecho de Novo Progresso, no Pará, ao porto de Miritituba tem 400 quilômetros. De Novo Progresso a Moraes de Almeida são 106 quilômetros - sendo 53 de estrada de chão, em boas condições, e mais 53 de asfalto. A situação se agrava passando esses municípios e chegando na comunidade de Três Bueiros.
"Ali já começa o transtorno dos caminhões. Antes de Três Bueiros, já tem uma fila de 20 a 30 km de fila, em cima do asfalto ainda. Começando a estrada de chão na comunidade Santa Luzia, tem mais 35 km até chegar no Caracol, onde se encontra um fluxo de caminhão. E segundo relatos de quem ainda está lá, o pessoal que está lá está muito revoltado, porque tiraram os caminhões vazios da estrada, mas os carregados não andam, sentido porto", explica o caminhoneiro Danilo Giglioti, que já conseguiu sair da região.
E esses carregamentos - de soja na sua maioria - já começam a perder qualidade, com os grãos ardendo e a soja até brotando nas carretas. O vídeo a seguir mostra essa situação.



FONTE NOTICIAS AGRICOLAS
    Comente usando o Google
    Comente usando o Facebook

0 comentários:

Postar um comentário

 
Copyright © 2018 Mídia Rural. Todos os Direitos Reservados
Du Pessoa Agência Digital (73) 9 8888 1488 WhatsApp www.dupessoa.com.br