Ministro da Defesa fortalece luta pela BR-319



O sonho da recuperação BR-319 está prestes a ser concretizado. Desta vez, quem garante é o governo do Amazonas, com apoio do governo federal e dos países vizinhos por meio dos Ministérios da Defesa. Uma ação conjunta internacional além combater o narcotráfico nas fronteiras do Amazonas com a Colômbia, Peru, Venezuela e também Bolívia e Paraguai através dos Estados do Mato grosso e Mato Grosso do Sul vai promover a recuperação total da BR-319, rodovia que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), ou seja, liga o Amazonas ao resto do país. Um esforço conjunto envolvendo o Exército Brasileiro dará condições de concluir o trecho do meio, entre os quilômetros 250 e 655,7 (Manaus-Humaitá), com 400 quilômetros da rodovia hoje intransitável.

De acordo com o governador José Melo, a BR-319 faz parte de um megaprojeto que está sendo compilado por especialistas e será lançado pelo governo federal. Serão beneficiados os Estados que compõem a Amazônia, incluindo Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que hoje fazem parte da rota de entrada de drogas no país. "Nós só poderemos concluir a BR-319 com base no conceito integrado da Amazônia, olhando a preservação ambiental", disse.

Segundo Melo, hoje a recuperação da BR-319 está adiantada, mas a intervenção do Exército Brasileiro é fundamental para a conclusão do trecho do meio. "No mesmo tempo que a mão pesada entra contra o tráfico de drogas, a mão amiga entra desenvolvendo as riquezas todas que o Amazonas tem e que o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul também tem para gerar emprego, renda e qualidade de vida para a população", salientou.

Melo ratifica que a BR-319 faz parte deste contexto e da matriz econômica ambiental, no qual virão os ambientalistas, especialistas em infraestrutura, dentre outros para participar desse megaprojeto de desenvolvimento sustentável que será implantado nesta região. "Outro trabalho tecnicamente feito sobre a questão indígena está quase pronto e o Exército Brasileiro se prontificou, uma vez com recursos, em garantir o trecho do meio de 400 quilômetros de estrada", destacou.

O governador finaliza pedindo o apoio de todos os envolvidos neste megaprojeto, inclusive faz menção ao visionário empresário Phelippe Daou, presidente do conglomerado da Rede Amazônica de Rádio e Televisão que morreu no passado. "Tudo está sendo conformado, nós já trabalhamos isso na matriz econômica ambiental. Agora é preciso que aconteça com apoio de todos e não com o Amazonas querendo e o resto todo contra. Está chegando a hora de, finalmente, nós termos a BR-319. Um velho sonho do meu querido amigo Phelippe Daou, que sonhou durante tantos anos e com certeza vai ficar muito feliz se nós conseguirmos realizar", concluiu José Melo.

A conclusão da BR-319 também conta com o apoio do Ministro da Defesa, Raul Jungmann, que ficou de verificar a possibilidade do Exército Brasileiro destacar seus batalhões de Engenharia para trabalhar na rodovia. "Ao voltar a Brasília, vou procurar o Ministro dos Transportes para nos informar da situação e da disponibilidade de recursos a esse respeito. E procurarei através do Comando Militar da Amazônia trazer uma resposta, na completude, em termos de orçamento 2017 para este fim", disse.

De acordo o comandante do CMA, general Antonio Miotto, a BR-319 faz parte da estratégia logística das ações do Exército Brasileiro e precisa ser recuperada. "Todos sofremos com a BR-319, principalmente, porque ela é uma via de logística nossa, de Porto Velho para Manaus. Agora, neste momento, ela está praticamente interditada. Lembro que nós já estamos trabalhando na BR-319 com projetos dos portais. A engenharia do Exército já fez esses projetos para o Dnit", explicou.

O general Miotto garante que o Exército Brasileiro tem condições e aparato de engenharia para trabalhar na BR-319. "Nós temos condições de operar na BR-319, é só acionar o Exército Brasileiro. Nós temos dois batalhões que tem condições de trabalhar com a engenharia do Exército. Aqui na Amazônia todas as grandes rodovias federais, com exceção da BR-319 foram construídas em partes pelo Exército Brasileiro. Estamos em condições de operar", afirmou.

Fonte:Portal Amazônia
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