Governo cita prejuízo de R$ 2 bi por ano e cobra pavimentação da BR-163



O governo de Mato Grosso cobrou do governo federal, neste domingo (26), providências para solucionar a falta de estrutura no trecho da BR-163 que corta do estado do Pará, onde cerca de cinco mil caminhões carregados se encontram parados devido a inúmeros atoleiros que surgiram após fortes chuvas na região.

De acordo com o governo, a situação tem prejudicado o escoamento da safra de soja e milho de Mato Grosso.
O trecho da rodovia mais crítico fica entre os municípios de Trairão e Novo Progresso, onde há um congestionamento de pelo menos 50 quilômetros e que impede a passagem de veículos no local.

A situação afeta os caminhoneiros na rodovia que saíram de Mato Grosso com destino aos portos de Miritituba, em Itaituba, e de Santarém, na cidade de mesmo nome, no Pará, de onde os produtos são embarcados para mercados internacionais, como o da China e Europa.

Segundo o governo, por se tratar do pico da safra, as transportadoras já contabilizam aproximadamente R$ 50 milhões em prejuízos imediatos, e estimam perdas ainda maiores, caso a situação persista. Já Mato Grosso perde mais de R$ 2 bilhões por ano devido à falta de pavimentação da BR-163 no Pará, implantada há 41 anos, conforme o estado.

Falta de pavimentação
Na nota, o estado salienta que a manutenção e a pavimentação da BR-163 são de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) e que o trecho da divisa entre Mato Grosso e Pará até o porto de Miritituba é de 668 km, sendo que só 86% da pavimentação está concluída. Já de Miritituba a Santarém, um trecho de 335 km, ainda faltam 86 km para asfaltar.

O governo cobra, de imediato, a trafegabilidade da rodovia, e, posteriormente, a pavimentação da estrada para melhorar o escoamento da safra. Conforme o estado, o escoamento dos grãos de Mato Grosso pela BR-163 até o estado do Pará reduz em aproximadamente mil quilômetros a distância aos portos, se comparada com a extensão da saída para o sudeste.

O potencial de escoamento total por esta rota, segundo o governo, é de 35 milhões de toneladas por esta rota. Porém, as chuvas teriam reduzido a capacidade de tráfego da rodovia de 800 para 100 caminhões por dia
De acordo com o estado, seguindo pela rodovia, os caminhões que saem do norte de Mato Grosso levavam em média sete dias para chegarem aos portos do Sudeste, enquanto que para Miritituba são apenas três dias. No entanto, desde o dia 14 de fevereiro, já não chegam caminhões nos terminais fluviais de Miritituba.






fonte g1
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