Chuvas não atrapalham recorde



Mato Grosso encerrou o mês de janeiro ofertando ao mercado volume recorde de soja da nova safra. Mesmo sob chuvas, os trabalhos no campo foram realizados durante os períodos de estiagem, o resultado foi a colheita de cerca de 8 milhões de toneladas. Conforme dados divulgados ontem pela consultoria AgRural, 28% da área cultivada na safra 2016/17, 9,3 milhões de hectares, estavam colhidos até a última quinta-feira.

Como reforça a analista Daniele Siqueira, em 2 de dezembro a AgRural estimou que se o clima colaborasse o Estado poderia terminar janeiro com até 25% de sua área colhida. “As chuvas atrapalharam um pouco na segunda quinzena do mês. Mas, como foram espaçadas, a colheita prosseguiu. Apesar de lotes terem saído das lavouras com umidade acima do normal, são poucos os relatos de perdas de qualidade”.

A colheita da safra 2016/17 de soja chegou a 10% da área do Brasil na quinta-feira (02), em linha com o ano passado e acima dos 6% da média de cinco anos. Na virada do mês, a consultoria refez suas projeções de safra e ampliou as estimativas, reconsiderando a produtividade inicial dos principais produtores nacionais. A AgRural elevou a produção de soja do Brasil dos 103,1 milhões de toneladas (t) estimados em 9 de janeiro para 105,4 milhões/t. Mato Grosso (54 sacas por hectare), Rio Grande do Sul (51 sacas) e Santa Catarina (56 sacas) tiveram suas produtividades reavaliadas para níveis recordes. A produtividade média estimada para o Brasil, de 52,2 sacas por hectare, também é recorde, acima das 51,9 sacas da safra 2010/11. Perdas ainda podem ocorrer por falta de chuva no Matopiba e no Rio Grande do Sul, que têm lavouras mais tardias, ou por excesso de chuva na colheita em outros estados. Mas, a julgar pelas previsões para a primeira quinzena de fevereiro, a produção acima de 100 milhões de toneladas já parece estar assegurada.

O Paraná, por outro lado, está com a colheita bastante atrasada – as máquinas passaram por apenas 3% da área, contra 24% um ano atrás. Além do alongamento do ciclo das lavouras, causado pelas temperaturas mais baixas da primavera, nesta semana os trabalhos foram dificultados pela chuva. Mesmo assim, a expectativa continua sendo de grande safra no estado. Chuvas nos últimos dias também tornaram a colheita mais lenta em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Maranhão. De um modo geral, porém, as condições climáticas seguem favoráveis em todo o país, contribuindo inclusive para a melhora (ou pelo menos manutenção) das expectativas de produtividade dos estados que plantam e colhem mais tarde.

MILHO - O plantio da segunda safra de milho chegou na quinta-feira (02) a 14% da área do Centro-Sul, também em linha com o ano passado, mas acima dos 11% da média de quatro anos. Mato Grosso lidera, com 28% (contra 10% no ano passado). Já o Paraná, por contra do atraso da soja, tem apenas 7% de sua área plantada, ante 32% no mesmo período de 2016.

A colheita de milho verão, por fim, chegou a 6% da área no Centro-Sul e segue atrasada em relação ao ano passado, quando 17% da área já estava colhida. Mas nesta semana os trabalhos ganharam mais fôlego, chegando a 15% no Rio Grande do Sul, 7% no Paraná e em Santa Catarina e 5% em São Paulo.

A AgRural revisou sua estimativa de produção total de milho dos 88,6 milhões/t divulgados em janeiro para 89,3 milhões. A safra de verão subiu de 28,7 milhões para 29,1 milhões/t, devido à melhora da produtividade esperada. Já a segunda safra teve um avanço na estimativa de área plantada, o que elevou a produção potencial dos 59,9 milhões/t calculados em janeiro para 60,2 milhões/t agora em fevereiro. 






FONTE DIARIO DE CUIABA
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