A quatro dias de desfile, Imperatriz Leopoldinense troca nome de ala que fala de uso de defensivos




Após polêmica em torno do seu samba enredo, a escola de samba carioca Imperatriz Leopoldinense anunciou que alterou o nome da ala denominada “Os fazendeiros e seus agrotóxicos” para “O uso indevido dos agrotóxicos”. A ala em questão foi a que mais causou impacto e revolta em meio ao setor produtivo mato-grossense e brasileiro.

A renomeação da ala foi anunciada pelo presidente da agremiação, Luiz Pacheco Drumond, e pelo carnavalesco Cahê Rodrigues durante visita nesta semana do presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Marcelo Vieira, do diretor da entidade João Adrien, e do presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, Antônio Alvarenga.

Com alas chamadas de "Fazendeiros e Seus Agrotóxicos" e "Pragas e Doenças", além de em determinado trecho do samba enredo chamar os produtores de "belo monstro", a escola de samba Imperatriz Leopoldinense segue trazendo “revolta” em meio ao setor produtivo e industrial mato-grossense e brasileiro. Na avaliação de produtores, entidade e da indústria brasileira de máquinas, como o Agro Olhar já comentou, a atitude da escola de samba é considerada como um "desserviço" e "irresponsável" ao “tratar o agronegócio como culpado por eventuais mazelas vividas pelos indígenas".

O encontro entre a Sociedade Rural Brasileira, a Sociedade Nacional da Agricultura e a Imperatriz Leopoldinense ocorreu no barracão da própria escola de samba.

A visita foi uma iniciativa da própria Sociedade Rural Brasileira, pois, segundo a entidade, ela acredita que "o diálogo é o melhor caminho para esclarecer percepções generalizantes sobre o setor".

Durante o encontro, o presidente da escola de samba Luiz Pacheco Drumond afirmou que não houve intenção da agremiação em agredir o setor produtivo brasileiro. Drumond ainda revelou, conforme a Sociedade Rural Brasileira, que ele próprio é um "fazendeiro".
 A Imperatriz Leopoldinense entra na Marques de Sapucaí às 00h10 de domingo, 26 de fevereiro. A agremiação afirmou para as entidades do setor produtivo que a reformulação do nome da ala denominada “Os fazendeiros e seus agrotóxicos” para “O uso indevido dos agrotóxicos” é uma maneira de evitar uma percepção generalista de que todos os agricultores usam defensivos agrícolas indiscriminadamente.

De acordo com o presidente da Sociedade Rural Brasileira, o episódio criou a oportunidade para que um canal de diálogo com a sociedade fosse aberto para desmistificar o trabalho realizado por milhares de agricultores no país.

"Nossas posições não são conflitantes, pelo contrário. O agronegócio é uma atividade moderna e responsável, como o Carnaval. A qualidade dos nossos produtos é o cartão de visitas do Brasil nos mercados internacionais, assim como o Carnaval é um dos símbolos nacionais. Somos ambos peças fundamentais para o desenvolvimento e para a cultura do país", observa o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Marcelo Vieira. Ainda conforme ele, a entidade foi até a "Imperatriz para atestar que não há uma disposição beligerante do agro em relação à escola e que acreditamos no diálogo para solucionar qualquer mal-entendido”.

O carnavalesco Cahê Rodrigues, segundo a Sociedade Rural Brasileira, pontuou para a entidade que “A Imperatriz privilegia temas culturais e nunca quis ser polêmica. Queremos mostrar o dia a dia do indígena da maneira mais real possível, mas nós fazemos Carnaval, festa, folia. Não estamos errados, mas somos de paz. Então, para evitar qualquer generalização sobre a atividade rural, optamos por mudar o nome da ala para ‘O uso indevido dos agrotóxicos".

Para o Conselho Estadual das Associações das Revendas de Produtos Agropecuários do Estado de Mato Grosso (Cearpa-MT) a alteração do nome da ala que trata de agrotóxicos foi uma decisão "assertiva".

"Foi uma decisão muito assertiva mudar a forma de falar do defensivo agrícola e do agrotóxico. O que prejudica a segurança alimentar é o uso indiscriminado e o uso de produtos que não são recomendados. São os produtos contrabandeados, roubados e adulterados que estão colocando em risco a segurança alimentar. Então, temos a certeza absoluta que esta mudança é muito sensata e vai inclusive nos fortalecer no combate a esses crimes que afetam a sociedade", avalia o presidente do Cearpa-MT, Gilson Provenssi, em nota.










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