Produtor de Mato Grosso pede ressarcimento de US$ 1,1 milhão a trading



O produtor rural, Alexandre Augustim, de Rondonópolis (220 km de Cuiabá) quer que a Trading Libero Commodities entre na lista de maus pagadores do International Cotton Association (ICA), por conta do não pagamento de um  valor residual  de um lote de 10 mil toneladas de algodão, comercializada por meio da trade. Augustim conta que vendeu por meio da Libero 10 mil toneladas de algodão, plantadas na Serra da Petrovina, na safra de 2013 e durante a operação de venda de algodão a trading vendeu o lote por um preço menor praticado na bolsa de mercado naquele dia. “Depois da venda verifiquei que o meu lote foi comercializado por um valor muito menor que praticado no mercado, diferença muito grande. E por conta disso eu como produtor pedi a Libero a diferença. Como ela não quis pagar, concordamos em resolver problema na Câmara de Arbitagem no International Cotton Association, em Liverpool na Inglaterra”, relatou. A ICA é a principal associação de comércio de algodão internacional do mundo e do corpo arbitral. Hoje, a maioria do algodão do mundo ainda é comercializado internacionalmente sob os estatutos e as regras da ICA. Atualmente eles têm mais 550 membros que representam todos os setores da cadeia de fornecimento. O produtor ainda conta que em maio de 2014 o ICA arbitrou a Trading Libero o pagamento de US$ 1,100 milhão para o produtor, como diferença de valor do algodão vendido com decréscimo, em 2013. O pagamento não ocorreu e a empresa não entrou na lista do ICA, como esperado e como ditam as regas do comércio internacional de algodão mediado pelo Instituto de Liverpool. A Libero solicitou uma nova arbitragem e perdeu de novo. Conforme as regras do ICA, após o segundo julgamento a Libero deveria ter sido inserida na lista da instituição, (que relaciona maus pagadores e de não cumpridores de contrato). Integrantes da lista do ICA ficam impedidos de comercializar no mercado internacional enquanto não regularizam suas pendências. “Sabemos que a Libero além de ter produtores e fiadoras associados tem como sócio a francesa Louis Dreyfus Commodities, que deve ser uma das mantenedoras do ICA. Ou seja, a regra vale pra produtores, mas não vale para grandes empresas”, criticou. Alexandre explica que já espera pelo pagamento há pelo menos dois anos. “Todas as ações jurídicas internacionais que eu pude fazer para incluir a Libero na lista do ICA foram feitas. O que me revolta é que não consigo receber e nem fazer valer o que foi decidido, que é a inclusão dela na lista de maus pagadores”. A EMPRESA A Libero Commodities tem 50% do seu capital controlado pela Libero Holding, com sede na Suíça. A outra metade reúne produtores e cooperativas de Mato Grosso e Bahia. A Louis Dreyfus detém 24,5% da holding. A Libero começou a operar no Brasil em 2010 com algodão soja e milho, em 2013 deixou de negociar soja e milho e em 2014 agregou venda de café ao seu portfólio, incluiu produtores de Minas Gerais.
    Comente usando o Google
    Comente usando o Facebook

0 comentários:

Postar um comentário

 
Copyright © 2018 Mídia Rural. Todos os Direitos Reservados
Du Pessoa Agência Digital (73) 9 8888 1488 WhatsApp www.dupessoa.com.br