Peste suína clássica e plano de prevenção da aftosa é discutido em Mato Grosso



A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) participou esta semana de uma reunião com o Grupo Técnico de Sanidade Animal da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Participaram representantes de vários estados, tanto presenciais como por vídeo conferência, para discutir o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), novos circuitos pecuários, Influenza Aviária e o reconhecimento de 14 estados que podem ser considerados livres da Peste Suína Clássica (PSC), entre eles Mato Grosso. A Famato foi representada pelo presidente do Sindicato Rural de Santo Antônio de Leverger, Antônio Carlos Carvalho de Souza. A estratégia do Programa de Erradicação da Febre Aftosa é a implantação progressiva e manutenção de zonas livres da doença, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).  O Governo Federal estabeleceu que o Brasil seja livre da febre aftosa sem vacinação até 2020. Com o intuito de erradicar a doença, está sendo realizado um estudo pela Universidade Estadual de São Paulo (USP) que vai apontar se há necessidade de formar novos circuitos pecuários no Brasil, assim como era feito em anos anteriores, onde estados se organizavam em conjunto para a efetivação de ações contra a doença, ou se haverá um novo redimensionamento de circuito. A discussão pela manutenção de circuitos pecuários foi sugerida por Mato Grosso."Desde 1992 Mato Grosso aderiu ao circuito pecuário, juntamente com outros estados para a realização de ações de erradicação e prevenção da febre aftosa. E com a evolução do PNEFA o circuito ficou adormecido nos últimos cinco anos e agora voltou a discussão, sugerida pela Famato", contou Antônio Carlos. O estudo realizado pela USP, que deve ficar pronto nos próximos 90 dias, foi contratado pela CNA, Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) e Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Souza informou que Mato Grosso está trabalhando com a possível retirada da vacina."Estamos cogitando atingir os estados individualizados, conscientizando da importância de trabalharmos em conjunto. Até mesmo pensando na redução de custos, porque quando a vacina é retirada, se faz necessário a implementação da fiscalização. E se for individualizado, o ônus fica apenas para aquele estado. O Paraná, por exemplo, está tentando suspender a vacina e não está conseguindo implementar a fiscalização", explicou. Mato Grosso está há 20 anos sem casos de febre aftosa. O último registro foi em janeiro de 1996, em uma propriedade no município de Colíder. Outro assunto discutido e que causa preocupação é a Influenza Aviária (IA), embora a doença não tenha chegado no Brasil. Durante o encontro foram destacadas medidas de prevenção para que a IA não atinja o país."Em caso de contaminação pelo vírus, os avicultores podem sofrer graves consequências econômicas", disse o presidente de sindicato. De acordo com Antonio Carlos, o que preocupa são as aves migratórias que durante o inverno no continente norte-americano vêm para o Brasil em busca de calor e alimento.  Antônio Carlos sugeriu a proteção das granjas com medidas de biosseguridade para impedir a entrada do vírus através das aves silvestres."Existe uma Instrução Normativa publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com medidas de biosseguridade que devem ser seguidas pelos estados".   Durante o encontro foi anunciado que Mato Grosso e mais 13 estados da Federação podem ser reconhecidos como estado livre da PSC. Segundo o representante da Famato, a aprovação foi solicitada pelo Mapa, passou pelas Comissões Técnicas da CNA e por outros países do mundo. Nenhum dos países consultados se manifestaram de maneira contrária. Isso é um avanço muito significativo para nosso estado e também para os suinocultores mato-grossenses, embora estejam amargando o prejuízo pelos preços altos da ração. Mas com esse reconhecimento vai possibilitar novos mercados e perspectivas para o setor", pontuou Souza.        A OIE fará o anúncio oficial dos 14 estados considerados livres da PSC no dia 22 de maio durante o encontro anual da entidade em Paris. Conforme o Mapa, atualmente apenas os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul possuem este"selo". A expectativa é que a partir deste ano Mato Grosso, Bahia, Acre, Espírito Santo, São Paulo, Rondônia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais, Sergipe, Tocantins, Rio de Janeiro e Brasília sejam considerados estados livres da PSC.   Fonte: Redação Só Notícias/Agronotícias (foto: assessoria/arquivo)
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