Prefeito teme conflito sangrento após MST anunciar ocupação de área de reforma agrária



Iminência de possível conflito agrário nos municípios de Peixoto de Azevedo e Nova Guarita deixou cerca de 40 produtores agrários temorosos. Tudo por conta da ameaça por parte da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de invadir uma área destinada à reforma agrária, identificada como “Gleba Gama”. A área fica localizada às margens da rodovia estadual MT-410. Segundo o prefeito de Peixoto de Azevedo, Sinvaldo Santos Brito, essa não está sendo a primeira vez que a comissão procura ocupar a Gleba. “Terras essas invadidas em diversas ocasiões, observando-se atos violentos, clandestinos e ilegítimos [...]”, diz parte da denúncia feita por ele. As oportunidades ocorridas no passado teriam sido consideradas, pela Justiça de Mato Grosso, como sendo ilegal. Inclusive a reintegração de posse foi dada aos atuais ocupantes. Brito confirmou ainda, através de fontes extraoficiais, que o casode possível invasão já esta sendo acompanhado pelo Ministério Público Federal (MPF) e Secretaria de Segurança Pública – Vara Agrária. Os moradores estão sobre a área cerca de 30 anos e aguardam a expedição do documento definitivo com a decisão favorável da Advocacia Geral da União e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). “Todos os protocolos e documentos já foram encaminhados para os órgãos competentes, bem como as tratativas processuais jurídicas estão em tramitação no sentido de lhes resguardar e garantir o direito de propriedade”, diz outra parte. O que os produtores temem é que o conflito seja ainda mais tenso do ocorrido em Novo Mundo, quando na oportunidade houve troca de tiros , ameaças de morte e atentados. “O problema está apenas mudando de endereço, e caso venha acontecer na Gleba Gama um confronto direto com os invasores desalojados de Novo Mundo, as consequências serão mais complexas, pois fontes policiais asseguram que não se trata efetivamente de um movimento social organizado, mas sim de uma quadrilha de invasores que tentam burlar e confrontar a lei”. Ele denuncia ainda que as famílias que fazem parte do Movimento Sem Terra (MST) pagam um valor com a promessa que terão direito a um pedaço de terra e com isso gera o sentimento de revolta que sempre acaba em confrontos.
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