Produtor paga mais caro no combustível em MT



O consumidor que está espantado e inconformado em desembolsar até R$ 2,59 pelo litro do etanol hidratado e R$ 3,69 pelo litro da gasolina tipo ‘C’ pode se preparar para gastar mais nos próximos dias, pois novos aumentos deverão elevar o valor ao consumidor final nos postos de todo Estado. Além da recomposição de preços que está sendo repassada pelo segmento sucroalcooleiro e pelas autorizações vindas da Petrobras, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) acaba de publicar o novo valor de pauta do segmento, média calculada no Estado e que serve de base para aplicação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). De todos os preços cobrados nos postos, um serve de base para a aplicação do tributo para todo o segmento.  Como o preço médio ponderado reflete o que vigora nas revendas mato-grossenses, consequentemente a nova pauta, como é chamada, majorará o preço de bomba aos combustíveis comercializados na Capital e em Várzea Grande que costumam a apresentar os preços mais acessíveis do Estado.  Como explica Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo), o novo valor de pauta está publicado no Diário Oficial da União de 24 de novembro, o Ato COTEPE/PMPF nº 23/2015. O novo ato, com validade a partir de 1º de dezembro, estabelece reajuste no Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) de dois produtos: no etanol o impacto será de R$ 0,05 e na gasolina comum será de R$ 0,03.  Para o Sindipetróleo, os postos já vêm sofrendo impacto com o aumento dos preços dos combustíveis realizados pelas distribuidoras que comunentemente repassam reajustes gerados pela pauta também. “O PMPF pode influenciar na cobrança nos postos, já que está relacionado à tributação dos combustíveis”, explica Aldo Locatelli, presidente do Sindipetróleo.  Novembro– O mês termina como começou, exibindo preços recordes ao litro do etanol e da gasolina nas bombas dos postos revendedores de Cuiabá e Várzea Grande. O recorde de R$ 2,49 para o litro do derivado da cana-de-açúcar foi superado nessa semana por um posto da bandeira Shell na Avenida Miguel Sutil, próximo ao viaduto do Despraiado, que passou a cobrar R$ 2,59 pelo produto.  Mesmo exibindo vantagem sobre a gasolina, o etanol vem se destacando pelo alto valor nas últimas semanas e os consumidores reclamam. Aníbal de Castro Silva é representante comercial e conta que não tem mais alternativa de escolha. “De repente tudo ficou caro. O etanol está tabelado entre R$ 2,44 e R$ 2,49, não há preço abaixo disso. Como pode a gente produzir essa matriz e pagar tão caro por ela. Durante todo esse ano não abasteci uma vez sequer com gasolina e agora até com etanol está ficando difícil, porque R$ 30 não dá para mais nada”.  Em geral, os preços do etanol pularam no início do mês de R$ 2,09 para R$ 2,49, chegando a até R$ 2,59. Na virada do mês de outubro para novembro, haviam redes comercializando o etanol a em média a R$ 2,19/litro, mas a maior parte seguia com valor de bomba a R$ 1,94 a R$ 1,99. Nos últimos 30 dias, o litro do etanol, considerando o maior e o menor valor, aumentou R$ 0,65, ou, 33,50%.  Em relação às altas nas bombas, o Sindipetróleo reforça que vem ocorrendo significativos aumentos de custos, de maneira contínua, ao longo de toda a cadeia de circulação dos combustíveis, de modo bastante acentuado, desde janeiro deste ano, e os postos, que são o último elo dessa cadeia comercial, não devem ser responsabilizados por tais aumentos. “Nos últimos meses, as elevações de preços têm penalizado os postos de combustíveis, com a diminuição de suas vendas, perda de clientes. Há ainda a necessidade de intensificação de capital de giro, além de severos desgastes perante a opinião pública, já que os aumentos são incorretamente atribuídos aos postos”.  Fonte: Diário de Cuiabá (foto: Só Notícias/arquivo)
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