Moinhos enfrentam problemas na produção de farinhas com trigo importado








O analista sênior da Consultoria Trigo & Farinhas, Luiz Carlos Pacheco, alerta que alguns moinhos brasileiros estão enfrentando problemas na produção de farinhas com cereal importado. “Não basta ao moinho simplesmente comprar trigos importados: todos sabemos que deve haver uma adequação das máquinas para o seu processamento e que esta é uma operação delicada, de difícil execução e que pode fazer desandar tudo e causar prejuízos enormes”, explica.


Segundo o especialista, “por isso os gerentes operacionais de alguns moinhos não gostam de mudar de fornecedor de grão. Afirmam que, mesmo pagando um pouco mais caro, a manutenção do fornecedor pode sair mais barato, diante dos possíveis problemas que podem ocorrer com a rejeição de cargas a 2.000 km de distância, por exemplo”.


“Por outro lado, o fornecedor também deve se esforçar para conseguir manter a qualidade na produção de grãos. E não há, no Brasil um zoneamento para a produção distinta de trigo hard e de trigo soft, como existe na Argentina, (onde há regiões que só produzem trigo para cobertura, por exemplo, sem intenção de destiná-lo aos moinhos), ou nos Estados Unidos e na Europa, onde há campos controlados destinados a trigos diferentes.


 O que existe em nosso país é sempre uma tentativa de se produzir 'o melhor trigo' e, aqueles lotes que não dão certo, são encaminhados para a produção de farinhas menores. Ainda se confunde a produção de trigo com a de soja e milho, que são completamente diferentes”, afirma Pacheco.


De acordo com o consultor, que assina a Análise Semanal Trigo & Farinhas, “no Paraná as coisas estão mudando, lideradas pelas cooperativas que tem moinhos e que, por isso, canalizam a produção para aquelas variedades que melhor condizem com a produção de suas farinhas. O resultado é uma produção mais direcionada, sadia e (bem) melhor remunerada. Mesmo que não participem ativamente deste processo, os demais moinhos do estado também se beneficiam dele, porque compram parte dos trigos selecionados e segregados pelas cooperativas. Um exemplo a seguir”.

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems


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